Demerval Moreno Every Blog
  

A lápide de cada morte

Deletaram o Rubinho Barrichelo dos arquivos da Ferrari. Ele saiu da escuderia e saiu tarde. As portas só estavam abertas enquanto ele estava lá dentro, exatamente para que ele saisse. Apagaram o brasileiro da história italiana. Tiraram-no da cabeça, como se faz com um piolho. Talvez quizessem demiti-lo. Como ele fez isso com eles antes que fizessem com ele, agora passam a borracha sobre seu nome e ponto final. Que coisa! Também estou saindo de uma escuderia. Estou deixando minha querida Tv Difusora, por quem corri os ultimos seis anos. Tivemos muitos títulos. Para nossos telespectadores estivemos sempre em primeiro lugar. Na pole. Estou saindo porque não concordo com o novo modelo, a máquina que vai para as pistas em 2006. Um ano de muita competição. Vou para uma escuderia menor, mas vamos correr feito loucos. Espero que minha história seja a da Difusora. Afinal, fui apenas um personagem de seus tantos capítulos. Estamos saindo, enquanto podemos ainda escrever e falar. Pois o lápis e a borracha estão em nossas mãos.



Escrito por demer moreno às 20h32
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Sem Preconceitos

... é assim, botando e levando, que a gente descobre que viver é como uma relação homossexual: ou a gente come ou é comido. No trabalho, na política, nas amizades, nas relações sociais, tem sempre alguém fazendo de tudo para nos passar a perna e se dar super bem às nossas custas. Esse tipo de gente que escolhe o canibalismo profissional vai sempre beber o nosso sangue sem se preocupar se vai nos ferir ou não. Para quem tem um mínimo de princípio resta seguir pela vida de maneira dígna, respeitando as regras e os limites. Para quem não tem nada disso, resta-nos o consolo de que vai acabar na merda. É o destino de quem acha maravilhoso meter o pau por trás.  Um dia esse tipo encontra um da mesma espécie que vai fazer o mesmo com ele...



Escrito por demer moreno às 18h31
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Apenas uma aventura

Ah, essa louca vontade de saltar do avião... sem para-quedas; de soltar o trapézio sem nunhuma rede de proteção, para que a adrenalina crie dentro de nós a força de fecundar as asas que necessitamos para voarmos, aceitando o convite do vento para mais uma aventura rumo ao desconhecido. Não gosto dessas possibilidades que nos oferecem o chão como solução para nossas quedas. É muito cômodo, tão previsível. O que me fascina é a indescritível falta de noção do que possa nos segurar; desse perigo que se esconde dentro das buscas, dos sonhos; desse medo que se agasalha num lugar recôndito do nosso peito e nos excita a pular na água escura, na imensidão insegura, no amor que amargura, mas nos brinda com toda doçura e recordações pra sempre. Vamos lá, antes que o sol se ponha e o vento cesse. Enquanto é dia e o temor dos maduros, dos adultos ainda não tomou conta do nosso coração.



Escrito por demer moreno às 19h55
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